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Conectando-se com seu filho

 


Separe um tempo do seu dia para dar uma atenção especial ao seu filho. Quanto menor a idade, mais as crianças precisam desse tempo especial. Programem fazer algo que seja prazeroso, aproveitando para estarem juntos, conectados. Veja algumas dicas:

1-    Leitura de um livro:

Encontre um horário tranquilo e proponha para seu filho uma hora do conto, com histórias relacionadas às emoções. 

2-    Assistir um filme:

      Em casa, você pode também propor uma “sessão de cinema” com seu filho.

Depois, vocês podem falar sobre as emoções que vocês sentiram, sobre a parte que mais gostaram ou a que menos gostaram e por quê. Que sentimentos despertaram em vocês?

3-    Crie um álbum de sentimentos e emoções

Quando a criança é muito pequena, ela pode ter dificuldade em entender o que falamos. Então, contar histórias ilustradas é uma boa opção. Você pode usar recortes de jornais, revistas ou fotos para mostrar aos pequenos as mais diversas emoções. Dessa forma, fica mais fácil para elas entenderem o que é euforia, tristeza, raiva e outros sentimentos.

Além disso, para ajudar a criança a entender as emoções, podemos perguntar a ela por que a pessoa da imagem está se sentindo daquela forma e como a criança se sentiria no lugar dessa pessoa. Esse tipo de tarefa é excelente para trabalhar o vocabulário emocional dos nossos filhos.

4-    Conte histórias

As histórias são ótimas ferramentas para aguçar o aprendizado das crianças. Então, podemos usar essas histórias infantis para falar de sentimentos como solidão, tristeza, inveja, ciúmes e alegria. A história da madrasta de Branca de Neve, por exemplo, é uma excelente forma de mostrar para as crianças como uma pessoa invejosa e rancorosa se comporta.

5-    Reconheça seus sentimentos

Ver nossos filhos chorando ou tendo excessos de raiva é muito doloroso para nós, mas essas emoções fazem parte da vida de todo e qualquer ser humano, em todas as idades. As crianças precisam expressar seus sentimentos e devem entender que não há nada de errado nisso.

6-    Incentive seu filho a falar sobre suas emoções

Dependendo da idade, a criança pode ter dificuldade em expressar o que sente. É comum que nossos filhos não queiram conversar conosco sobre seus sentimentos. Então, temos um papel importante para ajudá-los a externar seus sentimentos, ao invés de guardar tudo para si.

Devemos incentivá-los a falar tanto de suas emoções negativas quanto positivas. Porém, eles só se sentirão incentivados em falar, caso nossa postura seja aberta e sem julgamentos. Caso contrário, estaremos abrindo uma brecha para que eles percam a confiança em nós e se fechem em seu mundinho.

7-    Incentive seu filho a se expressar por meio das artes

A arte é um meio poderoso para ajudar seres humanos de qualquer idade a expressar suas emoções. Incentivar nossos filhos a manifestar seus sentimentos por meio da arte pode ajudar muito, principalmente quando a criança é mais fechada e não gosta muito de falar sobre si mesma.

8- Aprender com os erros

Os erros são parte da vida e da evolução de cada um. Demonstre ao seu filho que não há problema em errar e que isso traz aprendizado. Frustração e tristeza fazem parte desse processo e isso acontece com todas as pessoas.

 

9-    Ajude seu filho a desenvolver sua autonomia

Tornar uma criança autônoma é uma tarefa muitas vezes árdua, mas de suma importância para o seu desenvolvimento de forma individual. Os benefícios de desenvolver autonomia em uma criança, portanto, são inúmeros e entre eles estão a formação de adultos seguros, independentes e com iniciativa.

10-    Plaquinhas de emoções

Confeccionem juntos plaquinhas de emoções para ajudar a identificar como seu filho está se sentindo. Essas plaquinhas podem também virar um jogo. Que tal um jogo da memória?



 Até a próxima!


Regiane Larréa Pereira de Carvalho

Psicóloga - CRP 07/11122

💚✿

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SOBRE MIM

Olá! Eu sou Regiane Larréa Pereira de Carvalho. Sou natural de Porto Alegre, onde moro até hoje. Sou Psicóloga Clínica formada há mais de 20 anos com experiência nas áreas clínica e educacional. Minha experiência profissional se resume em auxiliar indivíduos e grupos a alcançarem seus objetivos de saúde mental e bem-estar .           Meu interesse pela psicologia começou no Ensino Fundamental. Buscava na biblioteca da escola livros sobre desenvolvimento humano e fases da vida. Minha curiosidade pelo tema e a minha percepção de que ter saúde mental era essencial à vida, definiu minha escolha profissional na graduação: a Psicologia. Apesar de já ter definido minha área de interesse, fiz o curso técnico em magistério no Ensino Médio.          Depois de formada iniciei meus atendimentos como psicóloga infantil atendendo crianças de escolas públicas em uma clínica interdisciplinar com valor social. Sempre tive interesse pelas áreas cl...

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